Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Questões que me preocupam I

Problema: Falta de liquidez das instituições bancárias e, consequentemente, maior dificuldade e custo no acesso ao crédito como um grande obstáculo ao normal desenvolvimento da actividade económica na Madeira.

Questão: Que solução apresenta o Governo Regional da Madeira para assegurar a manutenção dos níveis de financiamento das empresas madeirenses, reforçando a sua liquidez e o seu fundo de maneio, a sua capacidade de cumprir os seus compromissos com os seus fornecedores, bem como permitir a reestruturação e flexibilização dos seus endividamentos bancários reduzindo também os seus encargos financeiros?

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

E se a História não se repetir?

O PSD acusa os outros partidos de fazerem criticas semelhantes aos sucessivos orçamentos que apresenta na Assembleia Legislativa da Madeira. Talvez tenham alguma razão. E, em parte, isso deve-se à constatação de que as políticas subjacentes aos vários orçamentos têm, também, elas, sido semelhantes.
O PSD acredita, e ontem voltou a frisar, que o que é necessário é “aumentar as receitas”. Seja a pedir/exigir mais transferências do Orçamento de Estado, seja a pedir (aqui será mais difícil “exigir”) apoios comunitários. Ou através do aumento do endividamento bancário. Mas para quê mais receitas?
Ora, para que se possa continuar o plano de obras públicas apresentado pelo PSD e desta forma combater, pelo menos parcialmente, o desemprego e a recessão económica. Registe-se que as tais “políticas subjacentes aos vários orçamentos” consistem em planos de obras públicas a serem inauguradas, a um ritmo alucinante, nas duas semanas antecedentes a cada eleição. Repare-se que o pensamento tem lógica e a verdade é que vem garantindo ao PSD sucessivas maiorias absolutas.
Mas parece-me que esta estratégia tem dois problemas centrais. Primeiro: o aumento de “receitas” por via “extraordinária” (OE e UE) não é garantido, o que leva a que a Região fique sempre dependente das conjunturas políticas e económicas e, em Segundo: um aumento de “receitas” feito com base no endividamento fará com que parte dos futuros orçamentos Região fique “cativos”. Se o pior cenário se verificar, i.e., no futuro não se consiga as tais “receitas extraordinárias” do OE e da UE e tivermos uma enorme dívida bancária para cumprir?
Até agora, por este ou aquele motivo, isso não aconteceu. A determinada altura foi a assunção da dívida regional pelo Estado, a que se juntaram os enormes montantes provenientes da UE, a baixa de juros bancários, o crescimento da Zona Franca e, fruto deste aumento de receita, uma grande actividade na construção civil. Será que todas estas condições favoráveis vão se repetir? Na verdade ninguém sabe ao certo, mas que é pouco provável isso é.
Mas a questão mantêm-se: E se a História não se repetir?

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

A casa da Amelinha

Em directo na tv, enquanto o deputado Carlos Pereira faz a sua intevanção na ALM, vemos o vice-presidente se levantar e ir à Mesa falar com o Presidente da Assembleia, enquanto num canto o deputado Leonel Nunes dorme e noutro o deputado Tranquada Gomes está em amena cavaqueira ao telefone.

"Despesa e investimento displicente e irreflectida"

Oiço em directo a intervenção do deputado Carlos Pereira do PS na ALM sobre o Orçamento Regional para 2010. Uma excelente intervenção!
Mas o que salta à vista é a falta de soluções do PSD para a crise em que mergulhou a Madeira. Os passivos de fundos autónomos e SD's que não param de crescer. A despesa corrente que aumenta 12%, ou seja 100 milhões de euros. Enfim...o que fica é uma região desgovernada e com sérios problemas financeiros, económicos e sociais.

Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

Noronha do Nascimento

O presidente do supremo tribunal de justiça veio recentemente fazer algumas declarações que me parecem da maior pertinência.
Ao defender que deveria haver mecanismos de evitar que um processo se transformasse em megaprocesso, ou seja, um processo em que a quantidade de informação é tão grande que é impossível de assimilar pelos agentes, e como tal não serve para nada, Noronha do Nascimento, defende o que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso é capaz de perceber.
Esteve muito bem, também, ao defender que o nº de testemunhas deveria ser limitado, evitando assim a perca de tempo e de recursos com informação que na maior parte das vezes é redundante e irrelevante.

A título de exemplo, o processo casa pia, com mais de 900 testemunhas gerou uma quantidade de informação e consumiu tanto tempo que em tempo útil é impossível fazer justiça.
Com a separação do processos em processos mais pequenos e limitando o nº de testemunhas que acusação e defesa poderiam apresentar, com certeza que já há muito tempo haveria alguns resultados, não teria sido consumido tanto tempo, e não teria sido gerada e teria de ser analisada tanta informação irrelevante.

Seria bom que o parlamento e o ministério da justiça se debruçassem sobre este tema de modo a podermos melhorar a qualidade da nossa justiça e sobretudo a sua rapidez.

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

O Sol não queima toda a genta da mesma maneira

É fantástico como o Sol consegue fazer uma notícia sobre acusações de corrupção envolvendo nomes graúdos do PSD, tais como Carlos Horta e Costa, sem nunca se descair em relação à filiação partidária deste e do dinheiro que este usou para financiar ilegalmente o PSD, mas miraculosamente arranja um espaçozito para referir que há um socialista, ex-autarca sem pelouro, que está metido na tramóia.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Informação

Comentário no post

''Boa tarde,
li o seu comentário a respeito da energia solar e gostaria de o entrevistar esta quinta ou sexta feira. Será possível?
O meu nome é Inês Andrade, sou jornalista da tvi. A entrevista ia ser incluída numa reportagem que passa no fim-de-semana sobre este tema. Responda-me o mais brevemente possível para este email: icandrade@tvi.pt
Obrigada''

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Os corruptos

Ah, coisa e tal, esta das escutas ao falso engenheiro mostra tudo. Já foste apanhado. Grande corrupto. Devia ir tudo preso. Estes xuxias são todos iguais. Chegam ao poder e desatam a roubar. Deviam ser proibidos.
No partido de Sá Carneiro não há nada disso. Gente séria, que só quer trabalhar para o povo.
Nada de trafulhices para chegar ao poder. Nem malas de dinheiro, nem financiamentos manhosos de empreiteiros, como o coelhone.


Nem sei como é que o povo se deixa enganar.

Cortinas de fumo e incompetência.

Enquanto se vai marcando a agenda política com tretas ridículas, não se vai debatendo a situação sócio-económica da Região e não se esclarece as promessas esquecidas, as apostas falhadas e as mentiras do Poder.
Se é verdade que alguns órgãos de comunicação social dão para este peditório, não é menos verdade que o maior partido da oposição não tem um agenda política consequente há já demasiado tempo.

O ridículo

"Mendonça desafia Jardim a avançar para Lisboa"

Lá voltamos à treta de que o homenzinho seria um candidato minimamente viável. Vamos fazer de conta que não sabemos que a partir do momento em que descola do aeroporto da Madeira ele vale ZERO politicamente. Vamos fabricar "notícias" a manter a ilusão de que o "grande líder" podia "salvar" o país e quiça o mundo, mas, por amor a santa terrinha, lá fará o enorme sacríficio de se ir mantendo por cá. Vamos todos continuar nesta lemga-lenga ridícula.